30 de mar de 2010

#BBB – Um programa para alienígena ver

Em uma referência pop bem simples para começar este texto, lembrei do filme Men in Black, onde os personagens de Tommy Lee Jones e Will Smith tentam evitar a todo custo uma guerra na galáxia entre duas raças alienígenas por conta de um “universo”, que estava escondido em um simples gatinho. Uma história simples, cheio de clichês de Hollywood que indicavam a luta entre o bem e o mal, a supremacia de uma raça sobre a outra e o desconhecido, que pode estar na frente dos nossos olhos e nem percebemos.

Quando eu assisti o final do BBB, tive a mesma sensação. Lembrei deste clichês pop bobos a cada mensagem em diferentes meios aqui. Sejam as mensagens replicadas em todos os Life Streaming ou em Chats de blogs, o que se via era uma tendência muito clara ao rompimento no final do programa. Talvez porque não só os participantes do programas foram testados ao limite, mas também porque o próprio público do programa, não acostumado a tamanho choque cultural, teve uma surpresa ao ver que um bando de pessoas normais entraram na casa e disputaram ferro e fogo tudo que acontecia lá. É claro que esta disputa só foi possível porque houve alguém no comando que quebrou as regras e em vez de trazer para o plano principal um assunto polemico, resolveu trazer vários. E o Boninho foi claro várias vezes: era um jogo, um reality show. Era personagens do mundo real de Andy Warhol atrás daquilo que um dia foi deles de direito: seus 15 minutos de fama.

E isto é indubitável. O BBB foi um jogo onde tiveram diversos estilos diferentes se confrontando em ambientes outrora desconhecido. Seja os valentões e ogros que não sabiam tratar uma donzela, seja ela do sexo masculino ou feminino, ou as mulheres descontroladas que como único controle tinham o pudor, este que segue a humanidade desde a folhinha de adão. E dentro disso existiram ali alguns que tentaram analisar o jogo como se fosse um filme de Cameron, com muito efeito especiais e rasos de roteiro como uma fotografia de casamento, ou como um filme dos irmãos Coen, sabedores que antes do filme vem um ambiente e seus personagens que vão além da superfície de um sorriso ou uma ruga de expressão. Mas não era isso que se pedia ali. Não precisávamos ter profundidade, até porque estávamos falando de TV aberta as 22 horas, o prime time da TV, que na segunda vem seus Blockbusters favoritos e na quarta com o toque de bola das linhas tortas de futebol.

Pensar que aquele pobre mortal que entrou naquela casa possa mudar o mundo ou acreditar que a frase dele seja manchete da hora de cada jornal online seria muito. Talvez as 40 milhões de cabeças que acompanharam o programa poderiam avaliar corretamente o que ocorrera, não é verdade? Mas, sendo o mundo este lugar onde os clichês dominam as bilheterias da vida, não seria aqui fora que a resposta sobre este programa seria achada, né? O BBB é o microcosmo que pode ser o motivo da guerra, mas enquanto as raças não se entenderem aqui fora, não podemos culpar os monstros ou os anjos que estavam lá dentro. Meu medo é a continuação do filme.

29 de mar de 2010

Armando Nogueira

A reportagem do Jornal Nacional sobre a morte de Armando Nogueira é simples e direita, talvez como a poesia que o Mestre levou para suas crônicas de Jornal e seus textos sobre o futebol. Algo que ninguém tem mais. Algo que ninguém terá e compreenderá.

22 de mar de 2010

Messi

Pouco tempo atrás, falaram que o Drogba e o Rooney estavam jogando muito no momento e que eram potencialmente os melhores do mundo no momento. Cristiano Ronaldo ficou muito tempo contundido nesta temporada e não consigo desenvolver seu melhor futebol. Kaká já não é o jogador unanime que era na época de Milan. Xavi e Fabregas são ótimos meias, mas não são geniais. Então, quem é o melhor do mundo?

Acho que poucas dúvidas existem neste momento sobre isso. Não há palavras para descrever o que este argentino tem feito. Algo tão grandioso que tem recebido elogios e comparações com ninguém menos que Diego Maradona, considerado um dos maiores jogadores de todos os tempos. Sim, este pequeno gigante é realmente espetacular. Só ver os melhores momentos da partida do final de semana contra o Zaragoza para entender o porque Messi é o melhor do mundo, sem dúvida nenhuma:

19 de mar de 2010

Quando o fim é o início

Não sei gente, mas acho que finalmente estou envelhecendo. E talvez o mundo esteja mudando também. Algumas coisas que pareciam tão rotineiras e banais mudaram do dia para a noite, e tudo que estava igual outrora passa a ser diferente e único.

E isso foi apenas uma festa. E isso foi apenas algumas cervejas. Não creio que tenha sido a batida de morango, de tão pequena que era a dose. Mas sim reflexo daquilo que o mundo proporciona: mais agilidade, mais velocidade.

E este prelúdio é só para mencionar que a ordem das músicas de uma festa de adolescente, que pensam serem adultos, foi alterada! Oras, e o que isso muda? Talvez tenha mudado tudo o que eu pensava sobre o mundo. Talvez só tenha percebido que Celly Campelo no inicio de uma festa agita mais que qualquer Rebolation no meio.

Mas o que isso possa representar? Creio que não será a inversão das forças entre o Bem e o Mal, muito menos a razão pela paz entre palestinos e judeus, ou protestantes e católicos na Irlanda, mas é sim algo que apresenta uma nova tendência, tão sútil que pode ser uma mera tolice da minha mente quase ensandecida entre  lógica e “ursos”.

Então vejamos: quando no inicio dos tempos Jerry Lee Lewis gritava no salão que as grandes bolas de fogo queimavam o salão e estendiam o poder aos olhares das jovens que ainda não sabiam o que era o amor e o que era a rebeldia, tínhamos um mundo tão libertário que o caminho que muitos mencionam como da violência era o caminho da paz. O mesmo caminho que os rastafáris por anos e anos pregam como a igreja católica prega a hóstia e a redenção dos pecados como a salvação. E, naquele tempo, o que a juventude realmente esperava era trocar o lado do vinil e esperar que Chubby Checker guiasse o nosso corpo a rodar como peões.

Isso era o mundo daquela época. E que perdurou por muito tempo, com algumas adições no caminho. Seja um biquíni de bolinha amarelinha, ou um grupo que trazia de fundo a discussão do homossexualismo através da caracterização do homem nas figuras mais másculas de uma sociedade que nem sabia o que era masculinidade de verdade. E nesta setlist da vida, Chuck Berry, Beatles, Erasmo e Roberto Carlos mostraram qual era o caminho.

E a nossa sociedade patriarcal, que sempre ouvia o mais velho por último, numa demonstração de respeito as vezes inútil, uma vez que a sanidade do senhor da cadeira de balanço era igual ao de um menino de 3 anos, manteve a ordem assim por um longo tempo. Durante este maldito tempo que quer brincar de 100 metros rasos todo segundo, mas amigos vieram para esta lista dizer Hello e Goodbye. Até o momento que voce abraçava alguém e cantava “do you wanna a dance”.

Pronto! O sinal que o dia clareava estava na mesa. Whisky a gogo era como um chamariz para vida que volta, para aquele que dançou como se o mundo não tivesse amanhã e que tem um compromisso inadiável com o futuro em sua casa, após as poucas notas que embalam as manhãs dos jovens que nem sabem quem foi Descartes, mas através da ciência que ele estudou tão bem, sabem que é a hora de calcular e entender a lógica que se passa no dia que já chegou.

E assim foi, mesmo com o Sertanejo que veio do Country, o Pop que veio do Rock ou com o Axé que veio do Afoxé para dizer que nem tudo deve ser levado a sério, que o mundo é uma brincadeira e que existe uma indústria que domina e mostra que aquilo que você quer ouvir é aquilo que você está ouvindo.

Acho que ai está o ponto. Hoje é diferente. A indústria se foi. Quem está ai agora não são mais as ondas da rádio. São as ondas de uma rede global, que deixou tudo mais perto. Tão mais perto que B.B King pode estar tocando para uma seleta platéia de admiradores, enquanto do outro lado da cidade uma outra se forma ouvindo canções que te fazem sorrir sentadas, esperando que o DJ de o Play na sua lista que ignora toda a existência proposta anteriormente e que mesmo com um mal signo, você inicie a dançar o dois para lá e o dois para cá, antes de mudar a velocidade do seu raciocínio.

O mundo muda nas pequenas coisas. Nós mudamos com o mundo. Mas como é duro perceber a mudança na nossa frente. Mesmo que seja apenas um Mestre de cerimônia que queria brincar de Deus, ou pelo menos brincar com as rodas da história. É pessoal, acho que estou ficando velho mesmo. Vou ouvir um pouco de Miles Davis e Mc Catra para tentar entender aonde estamos.

7 de mar de 2010

Oscar 2010 ao vivo

Watch live streaming video from academyawards at livestream.com

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6 de mar de 2010

ChatRoulette no The Daily Show

Um dos talk-shows mais engraçados e divertidos dos Estados Unidos, o The Daily Show with Jon Stewart, fez uma pequena esquete com o ChatRoulette, o site mais comentado do momento no mundo. Para você que estava em marte nos últimos dias e nem tem idéia do que é, o ChatRoulette trata-se de um site de bate-papo com vídeo onde a pessoa entra e pode conversar com qualquer pessoa cadastrada no site, de forma randômica. Ou seja, você vai encontrar as mais diversas figuras que você pode imaginar lá, inclusive “o lado negro” da internet, citada por Jon neste vídeo. Logicamente, todos os diálogos são em inglês, mas mesmo que você não saiba nada desta língua, pode se divertir com a forma que a equipe do The Daily Show mostra as situações mais inusitadas que poderiam acontecer com voce caso entre no site. Divirta-se!

The Daily Show With Jon Stewart Mon - Thurs 11p / 10c
Tech-Talch - Chatroulette
www.thedailyshow.com
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Está dica veio do Knuttz, via twitter.