22 de jan. de 2010

Como está o Jardim Pantanal

Alguns dias atrás, coloquei um post sobre os problemas políticos que ocorrem dentro do Jardim Pantanal. Desde então, as coisas tem piorado naquela região. A situação é caótica em todos os sentidos. Existem grupos, com finalidades politicas, que estão atrapalhando qualquer articulação entre prefeitura e os moradores da região.

E os problemas não param por aí. Tentativas de agressão contra os funcionários da prefeitura. Dificuldade de retirar as pessoas da áreas de risco. Problemas com uma empresa da região, que segundo os moradores, foi a culpada pelos problemas das cheias incessantes na localidade e a falta de vazão dos na área.

E para ilustrar tudo isso que eu falo, estas fotos foram retiradas hoje a tarde, dia 22 de janeiro, lembrando que apenas caiu uma garoa leve durante o dia. Repare que as fotos foram tiradas em um momento onde a água estava em um nível mais baixo. Vejas as fotos:

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20 de jan. de 2010

Café com velocidade 100 e 101

Olá amigos. Como alguns de vocês sabem, agora eu sou membro do Café com velocidade, Podcast de automobilismo com o Thiago Raposo e a Barbara Franzin. Minha participação no podcast já aconteceu em dois programas, porém por um lapso de memória não coloquei os links aqui no meu blog. Bom, antes tarde do que nunca, aí vai as duas primeiras gravações. Qualquer critica ou sugestão será bem vinda. Abraços!

2010/01/14 Café com Velocidade 101
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2010/01/07 Café com Velocidade 100
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13 de jan. de 2010

Haiti: Onde Deus nunca botou as mãos

Catástrofe. Um pais que não deveria existir. Esta parece ser a sina do Haiti. Pais mais pobre das Américas, com uma população de 10 milhões de pessoas, majoritariamente abaixo da linha da pobreza. Com uma renda per capta de um pouco mais de 1 mil dólares por ano e expectativa de vida de apenas 61 anos, o Haiti figura sempre nas noticias por conta de seus problemas politico-sociais e de infra-estrutura. A opressão é marca registrada da pequena ilha localizado no meio do Caribe.

Desde sua independência, o Haiti nunca conseguiu progresso devido seu histórico de problemas. Passando pela família Duvalier, passando por Henry Namphy e por último por Jean-Bertrand Aristide, que foi presidente duas vezes da nação, mas nunca conseguiu eliminar os problemas gerados durante séculos. Mesmo com o sucesso da revolução no Haiti que libertou os negros das mãos dos francês e alçou um negro como líder do pais muito antes do que qualquer pais, o Haiti acabou sofrendo do mal de ter sido percursor do pensamento libertário na América.

Hoje, o Haiti vive uma de suas piores tragédias na história. Provavelmente, 3 milhões de pessoas foram atingidas. Muitas mortes serão reportadas. Não existe estimativa oficial de quantos são até agora, mas muitas perdas já são consideradas importantes, como Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança e referência no combate a desigualdade social. Ela fazia o que muitos Haitianos não acreditavam: que alguém pudesse olhar por eles e na melhoria de suas vidas. Mas a batalha, que era uma luta muito desigual, tornou-se quase impossível.

11 de jan. de 2010

Fim para recomeçar

Interessante o que ocorreu no dia de ontem. Depois de ter seu conteúdo copiado diversas vezes, a Juliana DB, blogueira do Dicas Blogger, resolveu cancelar seu blog por conta destas ações (que depois mudou para férias por tempo indeterminado). Muito irritada com tudo que ocorreu, Juliana ainda lançou mão de vários comentários que chegaram no seu blog durante o dia para ilustrar os motivos do cancelamento. Muita gente discorda do fato, e vê até um pouco de drama nas atitudes dela.

Ela teve suas razões para fazer tal atitude, e ninguém pode discutir este motivos que levaram ela externar isso. Tem muita gente que fica bravo com assuntos menores. Mas naquele caso, tinha gente roubando o trabalho dela e que não fazia a menor questão de esconder o que fazia: utilizava brecha do algoritmo dos buscadores e das ferramentas de indexação para conseguir dinheiro com AD. Oras, quem gostaria de ver seu trabalho roubado assim e ficar quieto? Tem gente que comenta que isso é Internet. Analise pobre. Este é o ser humano, infelizmente. Age de maneira inescrupulosa, passando por cima de qualquer moral ou código de ética possível. E para que? Pois é, ai a coisa fica mais cavernosa…

Um meta-blog, assim como qualquer outro blog, precisa de 2 coisas basicamente para dar certo. Uma é conteúdo relevante, como qualquer blog. O segundo são mecanismos que façam o blog destacar-se nos mecanismos de busca. O problema é que conteúdo relevante implica em organização de trabalho, posts com linguagem simplificada para o leigo entrar no site e achar facilmente o dado que ele procura. E isso o Dicas Blogger tinha um destaque tremendo, pois o nível de organização era enorme. Mas pelo visto, o dono dos outros blogs não tem esta capacidade natural.

E ai entra uma outra coisa: você vem sistematicamente sofrendo com isso e nada muda conforme o relógio passa. Não está na hora de dizer um basta? Veja a atitude dela algo semelhante ao que faz a teoria de Camus sobre o suicídio algo tão polêmico. Afinal de contas, tirar a própria é uma covardia sem tamanho. Mas, e se fosse o contrário? Algo corajoso, que podem mudar conceitos e idéias sobre um fato. Talvez nem mesmo a própria Juliana pensou, mas a coragem que ela teve para jogar tudo para o alto pode mudar todo o ciclo de vida em volta dela. Se fossemos corajoso o suficiente para agir da mesma maneira toda vez que algo que nós repudiamos acontecesse, talvez algo mudaria.

A tecnologia por trás dos blogs é muito simples de usar. O conhecimento tácito é algo único e transformador. Jogar tudo para alto pode ser #mimimi para alguns, como pode ser filosofia pura para os outros. A única coisa que posso afirmar é que na pele da Juliana, agiria exatamente igual. Pois o que é dela, seu intelecto e sua capacidade, ninguém conseguirá tirar.

Embaixo da água e da intolerância

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Jardim Romano, extremo leste da cidade de São Paulo. Bairro distante do centro da Cidade. População carente, baixa renda per capita. Esta nas manchetes todos os dias por conta da situação caótica que o bairro encontra-se devido as chuvas que provocam alagamentos constantes e que não acabam. Algumas ruas estão embaixo da água desde o final do ano passado. Nada poderia ser mais trágico do que ocorre lá. Mas a questão não é apenas a lama que cobrem as casas. Mas a lama que cobre o ser humano.

Interesses de todos os lados, medidas que não visam o bem comum, negociações falhas e falta de respeito com o próximo. Tudo isso incluso em meio as gotas que vêem do céu e que só aumentam a frustação de quem está embaixo.

O Jardim Romano não é uma região totalmente abandonada. Pelo contrário. Um Céu e uma estação de trem foram construídas naquele local. E ainda um trecho do Rodoanel passará perto daquela região, sendo que as primeiras obras já foram feitas. Além disso, algumas fábricas existem naquela região, como uma conhecida produtora de Pães e doces. Porém, nada disso afasta o problema. Em certos ângulos, até aproxima o problema.

A prefeitura de São Paulo age como se fosse uma instituição de caridade. Aqueles que estão com problemas, lhe dão dinheiro e diz “se virem!”. Foi o que aconteceu no Jardim Romano. A prefeitura entregou cheques com quantias no valor de 11 mil reais para as famílias que viviam em áreas de risco para saírem do local e pagar o aluguel de casas provisórias enquanto eram construídas moradias fixas da CDHU. O que aconteceu? Os moradores não saíram, e pior: com o dinheiro pago, compraram ou ampliaram moradias nas imediações das áreas de risco.

E a comunidade o que está clamando do outro nada? Nada que possa ser ouvido! Existe um líder da localidade, filiado ao PT, que não quer negociar. Aos gritos e berros, xinga o prefeito e o governador do Estado dentro de sua casa, em um local mais alto que as outras no mesmo bairro. Por sinal, a casa se destaca pela beleza no meio da região pobre.

Durante as últimas tentativas de negociação, muita poeira foi jogada nos olhos dos dois lados. A Prefeitura alega que fez sua parte, “auxiliando” com o dinheiro para o aluguel e dando todo apoio necessário. O apoio seria o cadastramento dos que estão em área de risco por equipes de assistentes sociais, que não ocorreu. Algumas pessoas da comunidade não estão querendo isso, alegando que não tem garantias de ir para os apartamentos da CDHU prometidos pelo governo do Estado.

Amanhã, dia 12/01, equipes da prefeitura tentaram cadastrar novamente as pessoas. Caso haja problemas de novo na comunidade, a tropa de choque será chamada para botar ordem na casa. Que talvez não seja ordens e que muito provavelmente não será a melhor solução.

Não existem bons moços de ambos os lados, mas apenas um será derrotado. Como sempre.

9 de jan. de 2010

Entre Cabinda e Berlim

Dizem que o esporte podem ser um fato para auxiliar a integração social entre os povos e que ele é a celebração máxima entre diferentes sociedades. Mas, o que dizer quando o esporte sofre ataques de maneira tão covarde e baixa como ocorreu esta semana em Cabinda?

A seleção de Togo, que iria disputar a Copa Africana de Nações, teve seu ônibus alvejado por balas por membros do grupo separatista da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) em translado para esta região, onde seria sua sede para disputa da CAN. Até o momento, foram confirmadas 3 mortes, o motorista e dois membros da comissão técnica, existindo a possibilidade da do goleiro do time togolês Kodjovi Obilalé, ainda não confirmada oficialmente. O ataque deve ter sido decorrência ao embate politico que existe entre o governo angolano e a frente separatista, que reivindica a liberdade do território. Veja o porque aqui neste texto.

A seleção de Togo confirmou que abandonará o torneio e que busca apoiou entre outras seleções. Times ingleses, maiores prejudicados pela ausência de seus atletas na Première League para disputa do torneio africano, já pediram o retorno dos seus atletas.

Ao ver notícias desta fato, minha cabeça tomou curso para o passado e lembrou imediatamente do que ocorreu nas Olimpíadas de Munique, em 1972, quando atletas da delegação de Israel foram tomados como reféns na Vila Olímpica da competição e posteriormente mortos pelo grupo Palestino Setembro Negro na própria. Evento correlacionado com todas as disputas politicas e guerras que afligem a região do oriente médio entre Israel e a Palestina.

O evento em si morreu. Ninguém nunca mais lembrou das festas desportivas. Muito provavelmente acontecerá o mesmo em Angola. E muito provavelmente a população Angola sofrerá durante anos com este evento. E tudo isso por conta do Petróleo.

E no fundo, fica a mostra a grande verdade para quem quiser ver: Esporte não traz a paz sozinho. Esporte não é nada sem uma politica social que impeça este tipo de eventos, controlados por pessoas que buscam apenas poder em nome de seus próprios nomes, e utilizam de soldados pessoas que não tem muitas escolhas. E fazem vitimas inocentes que apenas queriam competir entre eles. Seja em Berlim, seja em Cabinda.

3° Elemento

Tensão. As vezes você nem percebe isso. Só percebe na primeira vez que a voz embarga ou treme, por estar com medo de dizer algo errado. E você fica tenso, as vezes até com frio na barriga. Mas tem que ir em frente, vamos lá.

Mudança de planos. Mesmo que a mudança seja antecipada com bastante tempo,a preocupação persiste em tomar conta dos meus pensamentos. E ai você percebe o quanto você é insignificante perante o tempo. Mesmo tentando controlar, o máximo que você consegue é sentir a tesão voltando.

Tranqüilidade. Você percebe que poderá ficar tranquilo quando as coisas fluem naturalmente. Suas opiniões são valorizados e as idéias são trabalhadas em um grupo. Lembram daquele momento de tensão no inicio? Ele passa quando você se sente em casa.

Responsabilidade. Ao tratar com informação e com a paixão dos outros, o senso de responsabilidade aumenta. Não importa o número de ouvintes. Sejam 5 ou 50 mil. O respeito e compromisso de levar algo com qualidade e credibilidade é o mesmo. E isso é bom, pois motiva você a fazer o melhor.

Algumas das coisas que passaram na minha cabeça esta semana. Agora, sou membro efetivo do Podcast “Café com Velocidade”, com o Thiago Raposo, dono dos blog Café com F1, Na trilha do Rally, Moto-Velocidade e  Nascar Brasil, onde eu sou um dos colunistas, e a Barbara Franzin, do Velocidade.org, aonde eu também escrevo alguns posts. Adorei um convite por tratar de um novo desafio para eu, e espero que possa atender todas as expectativas, inclusive as minhas.

2010 ou 2012?

Alguns dias do ano novo assiste 2012. Novamente, o mundo acabou e poucos se salvaram. Um série de fenômenos climáticos em decorrência da atividade solar fizeram com que a humanidade fosse ameaçada do fim. E a solução encontrada por vários países foi a mesma de um certo livro, muito vendido e muito aceito como verdade por muitos no mundo. Enfim, um bom passa tempo para uma tarde chuvosa no meu período de folga.

E vem 2010, um novo ano que surge com muita expectativa, como é costumeiro no fim de qualquer ciclo. Porém, as noticias daqui lembraram um pouco o filme de ficção que fez um bom sucesso no ano passado. Pelo menos, o Cristo continua no lugar…

Mas é triste ver que muitas pessoas não terão um bom ano, uma vez que as perdas vão desde o lar construído com muita dificuldade, até parentes que acharam que iriam comemorar a virada como se fosse um recomeço, e mal sabiam que aquele momento era o fim.

Em algum momento no meio destas noticias, eu pensei que 2012 era uma lenda, e que a realidade era 2010. Triste lembrança que eu não gostaria de ter. E a vida segue, mas é difícil começar o ano e pensar nas pessoas que sofreram em Cunha, Guararema, Angra dos Reis, São Luiz do Paraitinga, Jardim Pantanal em São Paulo, Agudo. Meus sentimentos a todos que foram envolvidos por estes eventos.

18 de dez. de 2009

Um monstro chamado Cielo

Não existe palavras para falar deste fenômeno das piscinas. O que Gustavo Borges conseguiu com muito custo, Cielo leva a outro nível. Um nível que talvez ninguem chegará nunca mais. Com muita dor e sofrimento, mas com uma confiança sem fim. Este é o cara. Guga que me perdoe, mas nos esportes individuais, o Brasil tem um novo dono.

9 de dez. de 2009

Jornalismo Online: A informação em (quase) tempo real

Vocês lembram-se daqueles programas “jornalísticos” de anos atrás que tinham noticias “requintadas”? Voce assistia algo no “Jornal Hoje” e depois veria o caso “reprisado” no Aqui Agora com 3 dias de atraso. Ou alguma história comovente no “Jornal da Bandeirantes” que seria tema no dia seguinte do “190 Urgente”. Por sinal, estes programas vislumbravam mais o entretenimento em cima de noticias do que fornecer conteúdo relevante dentro das politicas de jornalismo do canal em questão para preencher a programação. Pois bem, eu me lembro destes programas muito bem e de alguns exemplos assim.

Porém neste meio tempo a Internet popularizou e com um discurso de informação compartilhada em tempo real tornou-se o oásis para aquelas pessoas sedentas de informação. E a possibilidade de gerar conteúdo através de diversas formas diferentes de mídia com um custo mais barato do que a TV auxiliava ainda mais esta linha que seguiria de como deveria ser o jornalismo na web. Isto, em tese, deveria diminuir os casos de informação antigas virarem notícias por linhas tortas.

Porém hoje quando deparei com esta noticia sobre os prováveis contratados pelo time do Corinthians no site da Folha, eu fiquei pensando como alguns veículos ainda conseguem fazer uso deste artificio, mesmo na condição de destaque que está na Folha como a mais lidas do setor de Esportes do jornal. Veja no screen print abaixo meus grifos com a data da notícia e a posição da liderança no ranking de mais vistas(por volta de 9 horas da noite)

corinthians

E porque a comparação com aqueles programas de outrora que não traziam informação nova, apenas reformulava noticia velha. Veja este vídeo com o presidente Andres Sanchez do programa Arena Sportv do dia 08/12/2009 e compare com o que a reportagem diz:

Após a comparação, fica evidente que a Folha Online utilizou esta entrevista como base para sua matéria. O problema é que foi fornecido o mesmo conteúdo sem citação de fonte, e a matéria foi ao site um dia depois da veiculação na TV paga e reproduzido na Internet como se fosse uma novidade.

Repare que os exemplos anteriores eram de programa que não tinham nem o foco informar o grande público, e sim entreter alguns através do show que vinham carregados nos fatos demonstrados. Mas aqui, por tratar-se de um grande jornal da Internet, que deveria ser a portal principal para as informações em tempo real, utiliza de um subterfugio desgostoso para muito de seus leitores, inclusive eu.

Em tempo: acho a Folha o jornal com os melhores e mais renomados nomes do Jornalismo brasileiro. Mas ainda deve muito na sua integração com outras mídias. Pois como vimos, não adianta ter o slogan mais bonito. Tem que cumprir o que é dito na chamada dos comercias.