26 de jun. de 2009

They do not care about us, so do not stop until you get enough!

Tudo será falado por aqueles que entendem do assunto. Tudo será comentado pelos que viveram os melhores e os piores momentos da carreira do Rei do Pop. Verdades e Mentiras, discussões fúteis e úteis serão tratadas da maneira correta e da forma mais escusa. Então, minha homenagem pessoal só pode ser do único jeito que possível. Com arte!

19 de jun. de 2009

E quem é craque?

Como sempre, a mesma discussão besta que não tem fim. No Arena SporTV de hoje, a eterna discussão de quem pode ser considerado craque. Incrivelmente, ouvi que até o Denílson é craque. Até o Denílson!!!!!!

Retirando minha opinião a respeito do Denílson, a discussão que eu quero levantar é o seguinte: o conceito de Craque. Afinal de contas, durante o programa, foi discutido pontos como um jogador pode ou não ser considerado craque durante a carreira. Um jogador acima da média nunca poderá ter este adjetivo se não tiver títulos relevantes. O Zico entrou na história. Eles nem deveriam mencionar o Zico nesta hora, afinal de contas Zico estaria atrás apenas de Pelé. Se bem que Romário e Ronaldo…

Discutiram ainda Alex e Kaká. E na maioria das características comentadas, a comparação era que Alex (ex-Palmeiras, Cruzeiro, Flamengo e atualmente no Fenerbahce) é melhor que Kaká em praticamente todos os aspectos, porém Kaká era melhor que Alex. Alex quando surgiu era melhor que Kaká, e todo mundo falava isso na época. Porém, ele “dormia” durante os jogos. E Kaká era o “pipoqueiro”, que fazia jogadas maravilhosa e não era decisivo. Kaká ganhou Copa dos Campeões e Mundial de Clubes pelo Milan e transferiu-se para o Real Madrid como a terceira transação mais cara da história do clube. Assim ninguém seria digno de ser craque, pois craque é sempre decisivo.

A discussão foi além da questões técnicas e partiu para o lado morfológico do português. Alberto Helena Jr. mencionou o fato do Craque ser derivado da onomatopéia “crack”, que seria o som de algo rompendo. Logo, todo craque teria que ser um jogador que atravessasse uma defesa. Cleber Machado defendeu com a tese, dúbia por sinal, de Beckenbauer não poderia ser craque, porque ele não fazia isso em todo jogo.

Pensei em pegar algum exemplo de fora para entender o conceito de craque. Chamou atenção o nome de Rogério Ceni (graças Juliana G. Sales e seu comentário no Twitter). Na época do presidente Paulo Amaral, todos unanimemente queriam vender o jogador, que era bom goleiro, mas era considerado pouco decisivo e não conquistavam títulos de expressão. Enquanto na época de Marcelo Portugal Gouveia e logo em seguida, Juvenal Juvêncio, passou a ser considerado símbolo do time que jogava. E o seu jogo não mudou por conta das diretorias. Rogério sempre foi profissional, batalhador, não aceitava derrota, fazia de tudo pelo time, era ótimo embaixo das traves e ainda fazia gols de falta! Então porque para um mesmo jogador houve duas mentalidades tão distintas?

Ai eu pego e pergunto, quem é craque nos dias de hoje? Difícil achar, até porque é difícil explicar o que é ser craque. Só não consigo aceitar que craque seja um jogador igual ao Denílson. Isso não dá…


PS: Estou bolando um novo projeto de blog esportivo que espero, mostre um pouco do que esta de errado no Esporte no Brasil, e se der certo, dará muito o que falar até 2014! Aguardem e confiem…

10 de jun. de 2009

Política e Internet: tudo a ver!

Uma semana com ótimos assuntos e algumas polêmicas, envolvendo temas e discussões que particularmente eu adoro. A discussão sobre o substitutivo ao projeto de lei de crimes digitais ganhe destaque na Carta Capital, onde o jornalista Leandro Fortes mostra os pontos dissonantes desta lei e que podem prejudicar o usuário final. Existem questões técnicas que ficam implícitas na reportagem e que são fundamentais para esta discussão. A questão que eu mais gosto é: o custo em alocar os dados dos usuários por 3 anos em um repositório não implicaria custos parecidos aos gastos com investimento de assinaturas digitais e sistemas de segurança mais eficientes para evitar os crimes digitais para grandes empresas de Internet?

Neste ponto fica o principal foco de discussão. Através das leis, o impacto final pode ser revertido para os usuários finais e não para empresas, sendo que no futuro os gastos para implantações destes repositórios acabaria diminuindo os gastos do provedores dos serviços web em questão, ou seja, o ônus da falha no serviço reverte não para quem falha, mas sim para quem recebe o serviço. 

Lembrando da minha opinião já expressada neste blog, é sim importante a discussão em torno de uma lei contra crimes digitais em todas as instancias, mas que não marginalize apenas um lado ou o lado mais fraco da questão. Ou alguém tem dúvida que isso possa acontecer?

Mas não foi só isso. Tivemos um quebra de paradigma esta semana. Um blog corporativo tomou conta das discussões em grandes veículos de mídia, e também nas redes sociais. O blog em si é o blog da Petrobras, que foi criado para defender os interesses da empresa em relação a tudo que é falado em relação a empresa, principalmente devido a CPI que está sendo instaurada em Brasília.

A quebra foi feita quando uma empresa de capital publico abriu suas relações com a imprensa, ao divulgar questões dos jornalistas de grandes jornais como Folha, O Globo e O Estado de S. Paulo, que segundo as próprias informações do blog, poderiam ser manipuladas por conta de interesses políticos doravante da CPI, e com fundo para as eleições presidências do ano que vem.

Diversas opiniões foram emitidas, entre algumas que eu li estavam as opiniões de Pedro Dória questionando como está a relação entre imprensa, setor público e setor privado, Fabio Seixas, que comemora o fato e lembra que questões como o poder da imprensa pode ser alterado e compara com a situação que viveu a indústria da musica com os adventos das redes P2P, a interessante compilação de informações do blog Bereteando ressaltando como os jornais e os jornalistas estão tendo opiniões diferentes em relação e todos os pontos positivos que podemos ter com o maior número de informações sendo divulgados. Também vale ressaltar a opinião do Kennedy Alencar, colunista da Folha de São Paulo, totalmente contrário da atitude da empresa, porém fazendo mea culpa sobre como a imprensa brasileira tem comportado nos últimos tempos; e a entrevista do Professor Roberto Romano, que questiona até aonde um empresa pública pode utilizar uma ferramenta de comunicação para ataque ao poder legislativo.

Não podemos esquecer que o objetivo primário do blog é uma defesa ao que será vinculado na imprensa sobre a CPI que irá investigar desvios que podem estar acontecendo dentro da estatal. Ou seja, o embate proporcionado pelo abertura do blog pode ser esvaziado para o vazio discurso político brasileiro que ocorre desde a redemocratização do Brasil. Em vez de discutir a abertura das relações de imprensa do Estado através da Internet, ou a consolidação dos blogs corporativos, atingindo talvez um dos locais de maior resistência que seria o setor público, pode ser levada as trevas pelo jogo politico de interesses pouco claros ainda para maioria da população. Enfim, e tanta coisa que pode ser discutida que deveria ser feito um livro a respeito.

E deixei para o fim uma discussão que teve entre o Jornalista Luís Nassif, e o ex-assessor político e blogueiro Gravataí Merengue, que teve como plano de fundo os dois temas acima. Quando a discussão de temas relevantes a sociedade por duas figuras publicas e formadores de opiniões cai no viés da pura e simples rixa politica ou superficialidade de pontos como o meu é melhor que o seu, pode se dizer que ambos perdem a razão. Acompanho ambas as pessoas, concordo e discordo das opiniões deles expressadas em ambos os veículos que eles possuem. Ou seja, o que aconteceu esta semana não valeu nada para eles e nem para o papel que eles exercem e que deveria ser o mais importante, como socializadores de informação e formadores de opiniões dentro de um ambiente muito pobre e canhestro que é nossa politica. Esta nota como as notas deles nos respectivos blogs, nem merece comentários a parte.

E isto ocorreu só nesta semana. Ótimo isso!

1 de jun. de 2009

Um dia de reflexão

Um dia atípico. Quando você começa o seu dia sabendo que um avião desapareceu com 228 passageiros a bordo, você já pensa que tem algo de errado. Mas todas as ações que ocorreram logo depois deste fato, deixaram o dia mais intrigante, curioso e triste.

Muitas pessoas no Twitter que seguem a DJ Lalai, observaram um update comentando sobre sua viagem a Paris, falando que iria morrer na viagem. Logo que surgiram as noticias a respeito do sumiço do avião, comentários se espalharam pelo seguidores dela dizendo que ela estava no no avião desaparecido. Uma tragédia que pode ter sido motivada seja pelo descuidado e preocupação de amigos ou por outros motivos nada respeitosos e que nem devem ser mencionados.

Logo depois, o que me chamou a atenção foi a pesquisa sobre o perfil do usuário do Twitter no Brasil feita pela Bullet e cascateada por vários usuários durante o dia. Uma pesquisa que torna claro quem está por trás dos posts relacionados ao caso mencionado acima. Pesquisa por sinal bem conduzida e com uma profundidade de informações relevantes para todo e qualquer tipo de pessoa ou empresa que quer aproveitar o potencial da ferramenta. Segue abaixo a apresentação:

E da onde eu tirei reflexão destes dois assuntos, que só tem o Twitter algo relacionado? Vamos  pontuar alguns pontos que achei interessante na apresentação:

  • Slide 20: Na grande maioria, as pessoas que tem o Twitter que tem superior completo. Logo, a maioria tem formação intelectual completa.
  • Slide 22: A maioria dos donos de twitter no Brasil possui blog
  • Slide 23: A maioria utiliza ferramentas da web 2.0, com bastante ênfase em redes sociais como Orkut, Facebook e Flickr.
  • Slide 26: Média de followers e following acima de 100 usuários.
  • Slide 31: Esmagadora maioria confia no conteúdo disseminado no Twitter.

Utilizo com base estes dados e mais a analise promovida pelas pessoas que produziram o material e que foi demonstrado nos últimos slides que o Twitter com apenas 140 caracteres é uma ferramenta tão poderosa na questão de disseminação de conteúdo, que os próprios donos não tem idéia da dimensão de como suas atualizações podem afetar a vida de alguém. Quando você propõem uma discussão que envolve qualquer tipo de assunto, o Twitter facilita que as informações sejam rastreadas ou compartilhadas. E ai mora um perigo monstruoso, pois lá o público pode tomar direções que não seriam as corretas.

Aqui eu não vou discutir o motivo de quem fez isso e se queria ou não prejudicar a Lalai, mas sem dúvida ela foi vitima do poder invisível que o passarinho tem. Da falta de conhecimento de quem usa o Twitter. Pois eles pode informar e desinformar.

É isto. Lembrando que este post foi todo baseado em informações do Twitter. Ou seja, utilizando o mínimo do potencial é possível consolidar dados de maneira condizente e que possa produzir algo sem ir para o perigoso caminho do achismo e do desencontro.

PS: Gostaria de me solidarizar com a Sandra Landeiro, do blog Sangerine, que foi sim afetada pelo desaparecimento da aeronave. Neste momento, nós da internet podemos apenas torcer para ela ter força para agüentar esta situação.

26 de mai. de 2009

Humor Chato, só não sei qual…

Estou ficando bem chato. E os programas que fazem humor para mídia televisiva também. Mesmo aqueles que um dia eu aplaudi.

O CQC ontem passou uma reportagem feita com Claudia Leite durante o Rodeio de Jaguariúna. Mesmo rodeio onde aconteceu um tragédia onde 4 pessoas morreram. Mesmo com aviso antes da reportagem relembrando o fato, acho que não deveria ter sido passada uma matéria de conteúdo humorístico que remete ao mesmo local onde houve a tragédia. Fora que aquelas chamadas publicitarias antes de cada bloco… Mas isso rende um post sozinho, mais sério. E a pegação no pés dos políticos tem diminuído perto do inicio do programa no ano passado. Enfim, o CQC está ficando mais do mesmo.

O Pânico na TV notabilizou principalmente em tirar um sarro do mundo das celebridades, fazendo cair por terra muitas pessoas que se auto-intitulavam estrelas. Hoje. ele é um programa que abusa do apelo sexual para piadas infames e não tem o mesmo humor satirico com as pseudo-celebridades. Pelo contrário, ajudou vários a terem um espaço que não mereciam.

A Escolinha da Band é tão fraca, tão fraca, que não merece nenhuma menção em relação a Escolinha do Professor Raimundo, que muitas vezes era produto de um humor barato, mas que era melhor do nível que está atualmente no mercado.

Talvez um pouco desta minha critica aos programas de hoje seja o DVD dos Trapalhões que assisti faz pouco tempo. Produção barata também que utilizava da simplicidade a melhor forma para fazer humor. Com personagens que eram eles mesmo na maioria da vezes, e que retratavam um pouco do que sempre foi o Brasileiro ao longo dos anos.

Em resumo, a volta ao passado será a única solução para o Humor retornar as nossas telas da forma mais simples: através de um sorriso.

17 de mai. de 2009

Eu tenho a liberdade aqui

Liberdade, em filosofia, designa de uma maneira negativa, a ausência de submissão, de servidão e de determinação, isto é, ela qualifica a independência do ser humano. De maneira positiva, liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional. Isto é, ela qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários. (retirado da Wikipédia).

Lei (do verbo latino ligare, que significa "aquilo que liga", ou legere, que significa "aquilo que se lê") é uma norma ou conjunto de normas jurídicas criadas através dos processos próprios do ato normativo e estabelecidas pelas autoridades competentes para o efeito (retirado da Wikipédia).

São duas definições claras, que devem andar juntas dentro de uma sociedade democrática.

Por sinal, nossa constituição diz:

Art.. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

Alguns podem dizer que a Internet aumenta o anonimato das pessoas. Entretanto, como analista de TI, sei que o anonimato não existe. Quando existe algum tipo de problema, existe várias maneiras de buscar a informação. Em outras palavras, se existem alguma ilegalidade, existe formas de buscar estes dados através dos inputs e outputs do sistemas, independente de qual seja a tecnologia.

Dito isso, porque criar uma regulamentação que faz com que o usuário do dia-a-dia em suas atividades mais simples, tenha a dúvida de estar fazendo algo ilegal? E quem poderia se beneficiar quanto a este tipo de medida?

O blog do Sérgio Amadeu desde sempre vem alertando sobre o problemas que esta nova legislação poderia causar para o usuário padrão, como considerar crime a utilização de redes P2P e o uso dos arquivos que utilizam o DRM (Digital Restriction Management).

Tópicos específicos destas nova regulamentação tem agradado a Febraban, empresas de mídia e grandes grupos jornalísticos. No caso da Febraban, existe certa razão em defender punições para crimes de internet perante as estas instituições. Mas no caso de gravadoras e grande jornais, a defesa dos direito autorais está sendo colocada de uma forma que inibe qualquer tipo de atividade corriqueira de um usuário comum, defendendo a propriedade intelectual em detrimento da liberdade da pessoa.

Repito, uma regulamentação sensata seria bem vinda, porém, não da forma que está sendo colocada atualmente. Outra coisa que seria bem vinda poderia ser investimento em politicas de inclusão digital e segurança de informação. Ou seja, foco em educação, como deveria ser.

Mas, enquanto isso, eu só espero uma coisa: Sensibilidade maior das pessoas do nosso congresso, que não podem tratar a opinião pública como algo qualquer. Pois como dito acima, o interesse do povo em geral esta acima de grupos específicos. Até porque, eu quero minha liberdade assegurada como sempre foi, em qualquer lugar.

Links importantes:

http://samadeu.blogspot.com/ – Blog do Sergio Amadeu

http://entropia.blog.br/ – Blog do João Carlos Caribe, que me incentivou a inscrever este post.

http://meganao.wordpress.com/ – Site oficial da campanha

16 de mai. de 2009

Quando a lágrima não caiu

Instigado pelo post do Alexandre Inagaki sobre este assunto, relembro dos meus pensamentos naquele época.

Período estranho, uma época de provas nas faculdade, de muito suor para terminar o meu relatório de estágio e de sensações que antes nunca tinha vivenciado.

Nos meus 15 anos, minha revolta era com o mundo. Aos 18, a revolta foi comigo mesmo. Mas, naqueles dias, a revolta sucumbiu ao medo. Pois eu senti que o mundo tinha se revoltado contra mim. Os olhares eram de terror. No Metro, um olhava para o outro como se em algum momento um estudante iria tirar um coquetel molotov da bolsa. Isso era surreal.

Como surreal foi eu ser preso naquele dia. Sim, pois ao chegar na faculdade, descobri que as aulas foram suspensas devido aos ataques, e que eu estava em um potencial alvo de ataque! Isso não existia.

Assim como não existiu o momento de chegar em casa e perceber que minha familia não tinha vivido o dia, pois o dia deles foi marcado pela preocupação desde a hora que eu sai de casa. Eu, sem perceber, fui refém do mundo.

Ao passar por esta situação, lembrei da Irlanda e seus problemas entre Católicos e Protestantes. Lembrei todo o sofrimento que o povo Palestino e o Israelenses sofrem devido a guerra pelo poder entre ambas a partes. Lembrei da repressão que o Chineses sofrem pelo sistema de governo que lá é imposto, de controle total e liberdade moderada. Cada lembrança era referente a um pouco do que eu vi nos jornais, nos sites e até mesmo naquilo que presenciei.

A noite, eu entendi o que tinha acontecido. Nossas instituições haviam falhado, nosso governo falhou, eu falhei. Todos falharam. 3 anos depois e todos os mesmos que estavam no poder naquela época ainda falham. E a raiva por aquele momento virou uma lágrima, que nunca chegou a rolar pelo meu rosto, mas lavou a minha alma por dentro.

1 de mai. de 2009

15 anos atrás…

Sexta feira, dia 29 de abril de 1994, Rubens Barrichello perde o controle de sua Jordan na saída da chinquene de alta que trazia para reta dos boxes. O carro decola na zebra e bate na parte de cima da barreira de Pneus. Por muito pouco, o carro não ultrapassa a cerca de proteção é não é lançado para fora do traçado. A violência do impacto faz o carro capotar pelo menos uma vez. Rubens tem sorte de estar vivo até hoje. Fraturas foram constatadas, o que deixou o brasileiro bom tempo longe do mundial.

Sábado, dia 30 de abril, após mais de uma década sem mortes na Fórmula 1, Roland Ratzenberger perde a asa dianteira de sua Simtek na entrada da curva Villeneuve, em altíssima velocidade (estima-se que no momento da saída da pista, o carro estava aproximadamente 300 km/h) o impacto direto no muro de proteção seria fatal.

Estas informações para um menino de 10 anos passam rapidamente. Afinal, ele já tem idéia do que é a morte, mas não significa quase nada. Afinal de contas na mente dele o que é um austríaco morrer andando em alta velocidade em um treino de F1? Eu nem lembrava o que estava vestido no dia 30 de abril de 1994, quanto mais lembrar de um fato ocorrido com um estranho. E mesmo com acidente de Barrichello no dia anterior, eu iria ligar? Barrichello, um novato, acidentes acontecem. Os ferimentos em decorrência do acidente foram grandes, mas era uma fatalidade. E quando um acidente de tamanha proporção, até com uma morte ocorreria de novo? O garoto de 10 anos ficava no máximo preocupado, mas no fundo não se importava, pois o seu ídolo estaria na frente no GP do domingo e ele queria comemorar uma vitória dele que não tinha ocorrido naquele ano.

Domingo, dia 1 de maio. A falta de lembrança dos dias anteriores não ocorre neste dia. Acordei faltando 15 minutos para 9 horas, horário normal naquela época para acordar quando tinha uma corrida aos domingos. Estranhei o fato de meus pais estarem em casa, pois domingo de manhã era momento da tradicional missa e eles sempre estavam presente. Mas foi um dia que eles acordaram mais tarde, mas só um pouco. 9 horas já estavam todos de pé. Eu ainda esperava o café da manhã quando via imagens de uma paddock triste, de pessoas que não queriam esboçar um sopro de felicidade. Algo carregado estava. As imagens das pessoas da equipe Willians eram de preocupação, mas nem tanto quanto as imagens que vinham do piloto número 1 da equipe. O olhar dele era bastante preocupado. E o me olhar, naquele momento, era de ver uma vitória, mas sabendo que alguém de errado estava no ar. A largada acontece. O meu café chega. O dia não era muito quente, então um leite com café quente com um pão francês alimentou bem no inicio da prova. O meu café não durou muito. Aquela prova também não. Eu lembro que mostravam os lideres entrando na reta principal, quando a imagem foi para câmera do cockpit do segundo colocado, um alemão que começava uma temporada numa equipe forte. Enquanto um carro escapava na curva Tamburello. Era o líder, era o meu ídolo. Meu pai estava na sala assistindo a corrida naquele momento e viu tudo. No momento do acidente, eu lembro de chamar minha mãe, falando que ele bateu forte.

O desenrolar de tudo depois daquilo foi muito estranho. Durante o atendimento eu fiquei inquieto. Varias imagens eram transmitidas e eu relutava em ver. No momento em que o corpo, que já parecia sem vida, foi retirado do carro e o atendimento era feito na pista com aquelas imagens áreas mostrando o sangue escorrendo de sua cabeça, minha mãe já falava: “Ele não deve ter sobrevivido”. Depois daquilo, não lembro nem o que aconteceu na corrida, só ouvia as informações de o piloto sendo retirado e transportado para o Centro Medico, e rapidamente movido para o Hospital de helicóptero. Mas as vozes que ecoavam daquela velha TV já não transpareciam nenhuma esperança. E eu fiquei, só falando daquilo e perambulando sem rumo entre a casa dos meus pais e a casa dos meus avós e tios, todos vizinhos de muro. Até que no horário que deveria ser costumeiramente do almoço, eu me pego assistindo sozinho a TV quando entra um plantão da Globo. A voz era do repórter Roberto Cabrini, e a noticia que todos já sabiam foi confirmada. Naquele momento, meu domingo acabou. Fui no bar em frente de casa jogar uma ficha de Street Fighter para ver se esquecia do que houve. Engano total. Todos só comentavam disso. Até o bêbado que entrava no bar pronunciava algo que lembrava o infeliz fato da manhã. Era o nome do piloto…

Meu domingo definitivamente acabará as 9:15 da manhã, só eu que não sabia. Nos dias seguintes, homenagens foram feitas, aulas foram suspensas, lagrimas de crianças da minha idade foram vistas e testemunhadas por mim. Parecia que um ser superior havia deixado de existir. Para muitos, eu entendo agora que foi isso que aconteceu. Para mim, um grande campeão tinha deixado o nosso plano. E hoje, eu dou o devido valor para o que aconteceu nos dias anteriores, e para o que pode representar a morte de alguém em um mundo enorme.

25 de abr. de 2009

Velocidade total

Este final de semana promete muita velocidade. Teremos Formula 1 no Bahrein, IndyCar Series em Kansas, MotoGP no Japão, Formula Truck em Fortaleza, Copa Clio, Troféu Maserati e GT3 Brasil em Interlagos (a primeira prova foi disputada hoje, além da Nascar Sprint Cup no Super Speedway de Talladega. E por falar na Nascar, se estas corridas forem como foi a de hoje na Nationwide Series, que é a segunda categoria em importância da famosa categoria de stock americana, com certeza teremos um final de semana emocionante. Veja só o impressionante acidente de Matt Kenseth que ocorreu no final da prova no temido circuito de duas milhas.

Detalhe: a mulher dele sai apavorada com o acidente, e não vê o marido saindo inteiro e preocupado em pegar o boné com o nome do patrocinador. É cada uma…

18 de abr. de 2009

Grande Santos

- Quando o Santos entra em campo, com Madson, Neymar e Paulo Henrique “Ganso”. Jogadores rápidos, atrevidos, que não tem medo de partir para cima de nenhum time, mesmo em clássico. Resultado, uma classificação sem problemas contra o Palmeiras.

Palmeiras que foi decepcionante do começo ao fim. Sem Cleiton Xavier, o time ficou sem articulação no meio campo. Evandro não supria o ataque e muito menos ajudava a defesa. Outros que tiveram atuação abaixo da média foram Mauricio Ramos, expulso ao fazer o penalti que deu origem ao segundo gol do time da Baixada, Keirrison, que foi neutralizado muito facilmente por Fabão durante o jogo todo, e Fabinho Capixaba, muito fraco na defesa e com muito pouca efetividade no apoio. Além do técnico Vanderlei Luxemburgo, equivocado na escalação, estratégia do jogo e mudanças durante a partida. Mandar o Keirrison acordar não era mais que obrigação, que deveria ter sido feita antes do jogo e com todo mundo.

Agora, a cena do Diego Souza com o Domingos foi lamentável. Salvio Spinola, que de novo foi muito polemico e com diversas marcações duvidosas, expulsou ambos por um lance muito menor que outro protagonizado pelo mesmo Diego, só que desta vez com o Jogador Germano, onde houve socos de ambos os lados. Após a expulsão, xingamentos, uma simulação ridícula de agressão do jogador da equipe santista, mas que não foi nada perto da reação de Diego, que só acalmou-se depois de dar um chute no zagueiro. Ambos merecem gancho (junto com o juiz também, mas este é um pedido meu que não será aceito).

O Santos chega para final fortalecido e mostrando que pode ser Campeão, já que não depende tanto do Kleber Pereira neste momento e como disse antes, com um trio de pequenos habilidosos de encher os olhos.