4 de jul de 2010

O real motivo da saída do Brasil da Copa do Mundo

Tchau copa do mundo

O Brasil saiu de mais uma copa do mundo em um jogo absolutamente maluco com a Holanda, onde dominava as ações no primeiro tempo diante do ataque da seleção holandesas com um marcação eficiente no meio e saída rápida de bola para o ataque, principalmente com Kaká e Robinho. Enquanto pelo lado da Holanda, apenas Sneijder se destacava por ser o mais lúcido dos jogadores em campo pelo time laranja.

Já no segundo tempo, uma falha individual do Júlio Cesar no lance do primeiro gol e o desequilíbrio emocional de Felipe Melo, que culminou em sua expulsão, foram fundamentais para o time como todo perder o controle das ações e saírem derrotados de um jogo que estavam em suas mãos. Claro que a seleção holandesa também fez sua parte, jogando muito bem a parte final do jogo e com possibilidade de aumentar o placar em diversas situações.

Mas não foram as falhas individuais as principais razões que fizeram o Brasil sair desta Copa. E eu poderia chegar e dizer que a principal razão foi técnica e que restringe apenas ao campo de jogo. Seria uma doce ilusão e aplacaria mais facilmente a ira de muitos pelo mal futebol apresentado. Porém, a analise profunda deixa mais claro que o problema vai muito além das 4 linhas. A começar pela parte mais próxima do campo de jogo, a organização da própria CBF.

Dunga foi soberano durante o tempo que esteve a frente a seleção até a Copa do Mundo. Em muitos momentos, o time era severamente criticado pelas suas atuações e péssimas partidas. Neste momento, não existia ninguém da alta direção da Confederação Brasileira de Futebol que assumisse qualquer responsabilidade ou que amparasse o trabalho de Dunga, que tinha um poder muito grande em suas mãos e não era auxiliado devidamente. Nos momentos em que a seleção jogava bem, Dunga vinha para entrevistas e tripudiava as mesmas pessoas que criticavam o método imposto por ele, novamente por falta de orientação ou pela inexistência de uma hierarquia de comando clara. Era comum ouvir do próprio Dunga que ele só ouvia o presidente Ricardo Teixeira, que está muito mais preocupado com a Copa de 2014 do que fazer uma analise estrutural da própria seleção.

Mas os problemas não param ai e respigam em algo que é muito perigoso de ser comentado: a sociedade brasileira. Como bem disse PVC no programa Linha de Passe no dia da Eliminação do Brasil, existem certos problemas que vão muito além de CBF, dunga e jogadores. E este ano existem vários exemplos que embasam esta tese que tem relação ao próprio futebol e alguns até durante o período da copa. Por exemplo, a politização do embate Dunga x Rede Globo, com a população em geral relevando a má educação do técnico em detrimento da seleção brasileira e seu desempenho na Copa. Ou mesmo as declarações de Felipe Melo, que disse que a bola da copa era que nem patricinha e que não era boa de ser chutada, e que bola boa seria aquela igual mulher de malandro. Isso sem contar que a maioria dos jogadores desta seleção não sabiam nada da história de grupos vitoriosos da própria seleção, como a seleção de 58 ou mesmo a de 82.

Podemos citar também o caso do Goleiro Bruno, que está sendo investigado pelo sumiço da estudante Elisa Samudio, que também participava de filmes pornôs e que andava livremente pelos bastidores do futebol brasileiro, e que teria engravidado do jogador em um rápido relacionamento que tiveram. Existe até a possibilidade que uma das pessoas envolvidas seja a mulher do próprio goleiro, que estava de posse de um bebê que seria a filha do próprio goleiro. Uma história com tantos detalhes escabrosos que revelam um pouco do atual estado desta sociedade que influência um pouco no que é o atual estado da Seleção.

Isso é simples e bem raso ainda. Poderia comentar sobre muito dos esquemas de transações de jogadores e as parcerias criadas por alguns grupos que administram carreiras de jogadores, ou mesmo as relações entre as panelinhas de jogadores evangélicos com as demais religiões, que acabam, mas acho que não será necessário ir tão fundo. Até porque nossa cultura não permite ir muito a fundo no poço de maldades que é nossa sociedade atual, a verdadeira vilã da eliminação do Brasil da Copa.

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